“Um Big Mac, Três Amigos e um Dia que Ficou”
Num dia frio, mas luminoso, de fevereiro — daqueles em que o sol brilha com coragem, tentando aquecer não apenas a pele, mas a própria alma — decidimos fazer algo simples, mas profundamente necessário. Eu e o Zé íamos visitar o nosso amigo Hugo. O ar estava cortante, quase a morder o rosto, mas havia uma claridade serena no céu. Era como se o mundo dissesse: “Ainda há calor, mesmo quando parece que tudo arrefece.” E era exatamente isso que o Hugo precisava — calor. Não apenas físico, mas humano. Ele tinha acabado de sair do hospital. São Paio de Oleiros esperava-nos silenciosa, com aquele ar tranquilo de vila que conhece as dores e as alegrias dos seus. Antes, porém, fizemos uma paragem obrigatória — quase ritualística. Passámos pelo McDonald’s. O Hugo, ainda no hospital, tinha falado com aquele brilho infantil nos olhos sobre a vontade de comer um Big Mac. Não era apenas fome. Era desejo de normalidade. De voltar ao mundo das coisas simples. Então de...








