CANTO I A Assembleia dos Deuses - Armei-me em Homero ou virgilio ou Camões e escrevi um canto.
CANTO I A Assembleia dos Deuses Ó Ninfa Dóride, que nas águas claras Do venerando Douro tens morada, Tu que banhas suas margens e searas, Onde a Lusitânia foi por ti beijada, Dá-me engenho e voz para estas aras Cantar a história agora começada; Dá-me, de teu lírio de ouro, inspiração, Para erguer esta epopeia em minha mão. Que se abra agora o céu sobre o mundo, E o Olimpo mostre o seu divino estado, Onde os deuses, do alto mais profundo, Contemplam o destino do povo amado; E entre o mar, a serra e o chão fecundo, Vê-se um reino pequeno e destemido, Portugal, filho de antiga Lusitânia, Que guarda em seu peito força tamanha. No alto monte, onde o divino Olimpo Se ergue acima das nuvens passageiras, Reuniram-se os deuses nesse tempo, Para julgar caminhos e derradeiras Jornadas de mortais que, sem descampo, Buscam a graça em terras estrangeiras. E entre todos os povos que viam passar, Dois peregrinos os fizeram meditar. Voltaram ...





