«Eu, Tobi» outro contos de robos que escrevi estilo ASAAC ASIMOV
Ricardo, outrora agente secreto em missões que poucos ousariam recordar, encontrara agora uma existência mais prosaica: protegia famosos das sombras que os seguiam. O destino colocara-o ao lado de Hélder Coelho, o cantor português cuja voz e melodias do álbum Gato Preto ecoavam pelos estádios do mundo, atraindo não apenas compatriotas, mas multidões de estrangeiros fascinados. Naquela noite fria em Gotemburgo, o Estádio Ullevi pulsava com milhares de vozes. As luzes cortavam a escuridão como lâminas, e o ar vibrava com a energia do concerto. De súbito, o caos irrompeu — um ataque rápido, gritos, movimento desordenado. Ricardo precipitou-se para proteger Hélder, abrindo caminho pela multidão em pânico. Ao chegar junto da figura caída no chão, não viu sangue, apenas um corpo que se contorcia de dor. Então ouviu a voz, inconfundível: — Não sou eu. É um robô que a Suécia decidiu usar para me proteger. ...







.jpg)