Promessa Cumprida na Cidade Deserta
Quando fui a Assis e me simpatizei com os Franciscanos, passei a admirar profundamente São Francisco como o ser humano que foi. Foi aí que criei uma peregrinação franciscana. Na altura, sofria de dores de cabeça terríveis e prometi a São Francisco de Assis que, se não fosse nada de grave, iria até à igreja de São Francisco a pé. Como não era nada sério, comecei a ir com a minha mãe. Além da fé, há um caminho agradável pela beira-rio e, no fim, tirávamos uma selfie ao lado da igreja — dever cumprido. Quando o Hugo esteve no hospital por causa da pandemia, prometi que iria com o Zé; entraríamos na igreja-museu e acenderíamos uma vela a São Francisco. O Hugo voltou são e salvo e eu falei desta peregrinação ao Zé. O problema é que estávamos no segundo confinamento, proibidos de sair. Mesmo assim, eu e o Zé saímos. Mochilas aos ombros, fomos até lá. O Zé queria ligar à mãe e à irmã para dizer que íamos numa peregrinação, mas elas não atenderam. Então, ele tirava fotografias dos luga...





