A minha evolução na guitarra: encontrar o professor certo fez toda a diferença
Tenho tido aulas de guitarra com o músico e
professor açoriano, e também um dos meus melhores amigos, João Moniz. Com ele,
sinto finalmente que estou a evoluir de verdade — algo que, com outros
professores, nunca cheguei a sentir.
A
minha primeira experiência com a guitarra começou numa associação, com um
professor chamado Júlio Santos. Foi aí que tive o primeiro contacto, tanto com
a guitarra clássica como com a elétrica. No entanto, nessa fase, eu ainda
estava muito desorientado. Tinha descoberto recentemente os Pink Floyd e o meu
grande objetivo era tocar como o David Gilmour. O problema é que eu ainda não
tinha bases sólidas, e as aulas acabavam por ser confusas: o professor colocava
concertos e eu tentava acompanhar os solos, saltando de acorde em acorde sem
sequer dominar os anteriores. No final, ficava com a sensação de não saber
realmente o que estava a aprender.
Mais tarde, tive aulas com um guitarrista amigo do
meu pai. Apesar da boa vontade, também não senti progresso. Talvez por serem
aulas gratuitas, o ensino não fosse tão estruturado. Ele incentivava-me a tocar
músicas tradicionais com outros músicos, mas eu ainda não dominava sequer os
acordes básicos. Sentia-me completamente deslocado, como se estivesse num nível
muito abaixo do que era esperado. Cheguei a dizer à minha mãe que não queria
continuar — não me sentia acompanhado nem compreendido no meu processo de
aprendizagem.
Tudo mudou quando comecei a ter aulas com o João
Moniz. As nossas aulas são à terça-feira, ao final da tarde, feitas por
videochamada através do WhatsApp, ligando Ponta Delgada à cidade do Porto.
Desde o início, a abordagem dele foi diferente: só avançamos para algo novo
quando eu demonstro que realmente consolidei o que aprendi antes. Isso fez toda
a diferença.
Hoje, já consigo tocar uma música dos Metallica e
estou a trabalhar nos acordes — já sei três, e só passarei aos próximos quando
dominar bem estes. Este método dá-me confiança e uma sensação real de
progresso, algo que nunca tinha sentido antes.
Também não posso deixar de agradecer ao Hugo. Foi
ele quem me ofereceu a guitarra que uso hoje — sem esse gesto, talvez nem
tivesse tido a oportunidade de continuar a aprender.
Olhando
para trás, percebo que encontrar o professor certo foi essencial. Mais do que
ensinar música, é alguém que compreende o meu ritmo, me orienta com paciência e
me ajuda a construir uma base sólida. E isso faz toda a diferença.



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