Hamnet: um filme que faz chorar mesmo quem jura que não chora! Acreditem eu chorei e muito
Estou a meio do livro Hamnet, de Maggie O’Farrell, e decidi ver o filme de que toda a gente falava — aquele que, segundo todos, fazia qualquer um chorar. Eu não sou de chorar. O único filme que me fez chorar de verdade foi O Impossível (2012), na cena em que os irmãos se reencontram. Não sei se conta a Odisseia de Christopher Nolan, quando Ulisses reencontra o cão Argus (aí deixei escapar umas lágrimas), mas no Impossível chorei como uma criança.Pois bem: vi Hamnet (o filme do ano passado) e aviso desde já — este filme faz chorar qualquer um. O grito de Agnes quando perde o filho Hamnet na pandemia fez-me chorar exatamente como quando leio o livro. Não sei como é ser pai… ou talvez saiba um pouco: criei o meu sobrinho mais velho. Seja como for, este filme dói no coração.Acreditem: vão chorar mesmo que não queiram. Sejam pais ou não. O processo de luto de Agnes faz qualquer pessoa — quem vê o filme ou quem lê o livro — chorar como uma criança. E as interpretações são extraordinárias. A atriz que dá vida a Agnes merecia o Óscar; está extremamente fiel ao livro. Por favor, vejam Hamnet. E, por favor, leiam o livro.



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