De Portugal à Suécia por Luke Combs”
Nesta Páscoa, recebi um presente
especial do meu irmão: o novo CD do Luke Combs, The Way I Am. Não é o Father
and Sons — que, para mim, continua a ser o seu melhor trabalho — mas é, ainda
assim, um álbum muito bom.
Há algo nas suas músicas,
especialmente nas mais românticas, que nos envolve de tal forma que acabamos
por nos apaixonar pela sua voz e pela forma como interpreta cada palavra. Uma
das faixas que mais me marcou neste CD foi Rethink Some Time. Já a tinha ouvido
ao vivo no TikTok e adorei, mas nesta versão de estúdio sente-se um trabalho
mais cuidado, mais polido, que lhe dá ainda mais força.
Sei que falo muitas vezes do Luke
Combs e nem sou, propriamente, um grande fã de música country. No entanto,
admiro-o profundamente. A sua voz tem um efeito em mim — faz-me bem, tal como a
do Rui Veloso. Há artistas que têm esse dom raro de nos tocar de forma genuína,
e ele é um deles.
Desde o EP do João Moniz que não
ouvia algo que me prendesse tanto. Este CD tem 22 músicas e, sem darmos por
isso, já estamos a cantar com ele, como se fizéssemos parte de cada canção.
A minha admiração é tanta que vou
viajar sozinho até à Suécia para estar com o meu irmão e vê-lo ao vivo. É mais
do que um concerto — é uma experiência que quero muito viver.
Gosto de todas as músicas, mas se
me perguntassem — como se fosse por um milhão — qual é a minha favorita de
sempre, responderia sem hesitar: Even Though I’m Living. É uma música dedicada
ao pai, mas que, para mim, desperta uma vontade enorme de ter a minha mãe ao
meu lado. Comovo-me sempre que a oiço, e canto-a onde quer que esteja.
Por isso, deixo o convite: oiçam The
Way I Am… e deixem-se apaixonar pelo Luke Combs.
André Vilaça



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