Quem são as estátuas imponentes que estão a entrada da escola de feitiçaria e magia Lusitânia Ibérica – Segundo o livro a Historia da Magia do 3 ano.
No início do século XIV, a Península Ibérica
vivia um período de grandes transformações políticas e sociais. Foi nesse
contexto que, em 1320, ocorreu um
acontecimento que mudaria para sempre a relação entre os reinos ibéricos e o
mundo da magia.
O rei D.
Dinis, monarca de Portugal, após ter sido salvo da morte por um
feiticeiro durante um ataque de um urso, passou a reconhecer o valor e a
importância dos praticantes de magia. Como forma de gratidão e também de
proteção, decretou que os feiticeiros da
Península Ibérica estavam autorizados a fundar a maior e única escola de feitiçaria e magia da
região, que ficou conhecida como Lusitânia
Ibérica.
No entanto, a paz não durou muito tempo. Em 1325, com a morte do rei D. Dinis,
surgiram disputas entre os feiticeiros dos diferentes reinos. Feiticeiros de Portugal, Castela e Leão passaram a
reivindicar o controle da escola, alegando que ela deveria pertencer apenas ao
seu reino de origem. Essas tensões deram origem à chamada Primeira Guerra Bruxa da Península Ibérica.
O príncipe D. Afonso, filho de D. Dinis, tomou partido dos
feiticeiros portugueses. Em resposta, os reis de Castela e Leão uniram-se em
apoio aos seus próprios feiticeiros. Assim, iniciou-se um conflito que duraria dois anos, marcado por sucessivas
batalhas mágicas.
Durante a guerra, feiticeiros élficos, conhecidos por seu domínio sobre os
dragões, tiveram papel decisivo. Com essas criaturas, devastaram campos de
batalha e cidades inteiras, aumentando ainda mais a destruição e o medo entre
os povos da península.
Foi então que surgiram duas figuras lendárias:
os irmãos Marco e João. Marco
havia sido criado nas terras galegas,
enquanto João crescera nas terras
portuenses. Ficaram conhecidos como o Feiticeiro Branco e o Feiticeiro Azul. Ambos haviam estudado com aprendizes do
lendário feiticeiro Merlim e,
mais tarde, tornaram-se diretores da escola Lusitânia Ibérica.
O poder dos irmãos era tão grande que até os
mais poderosos feiticeiros os respeitavam e temiam. Com sua intervenção, a
guerra que parecia não ter fim foi encerrada num piscar de olhos, sem necessidade de novas batalhas.
Após o fim do conflito, ficou estabelecido que
todos os reinos da Península Ibérica
poderiam enviar seus alunos para estudar na Lusitânia Ibérica. A escola não
pertenceria a um único reino, mas a todos,
simbolizando união, conhecimento e paz.
Com a morte dos irmãos Marco e João, foi
erguido um memorial em sua homenagem. Na entrada da Lusitânia Ibérica, duas estátuas esculpidas na rocha do castelo mágico
passaram a guardá-la. Cada uma segurava uma varinha, como se declarassem que, a
partir daquele ponto, todos eram
bem-vindos, independentemente de seu reino de origem.
Assim, a Lusitânia Ibérica tornou-se não
apenas uma escola de feitiçaria, mas também um símbolo histórico de cooperação
e união entre os povos mágicos da Península Ibérica.



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