O Jack Black é, sem dúvida, alguém que me faz sorrir quando me sinto triste.

 

      Eu adoro o humor do Jack Black. Sempre adorei.
      Muitos dizem que comecei a gostar dele por ter ficado famoso com o filme Super Mario, mas isso não é verdade. Eu já o admirava muito antes, desde o dia em que aluguei no videoclube o filme Escola de Rock. Lembro-me perfeitamente de o ver e, quando tive oportunidade, fui comprar o DVD do filme.

        Quando o Herculano soube da minha paixão por Escola de Rock, disse-me que o Jack Black tinha uma banda. Fui ouvir e o primeiro CD é, para mim, um dos melhores álbuns de rock de todos os tempos.

          Gosto dele em King Kong, onde faz de vilão. Gosto dele no filme de Natal onde interpreta um par romântico, embora a atriz tenha tido mais destaque do que ele. Gosto imenso dele em Jumanji, onde merecia um Óscar por interpretar uma rapariga de 15 anos presa no corpo de um homem adulto. E adorei quando foi “raptado” pelos Marretas para ser convidado no programa deles.

         No Kung Fu Panda, lembro-me bem das discussões com os meus sobrinhos: eles queriam ver o filme dobrado em português, e eu queria ouvi-lo na versão original para escutar o Jack Black como o Panda Po.

        Muitos dizem que eu já esqueci o Russell Crowe ou o Nick Frost, mas isso não é verdade. Continuo a admirá-los muito. No entanto, eu já gostava do Jack Black muito antes, ao ponto de querer ser guitarrista como ele.
       Cheguei até a dar o nome Escola de Rock a uma banda formada por pessoas com autismo.

       Espero sempre que ele apareça na Comic Con. Eu até pagava para o conhecer. Uma vez disse ao meu amigo, o professor Paulo, que a minha mãe me deixava pagar para o conhecer, e ele respondeu-me que ela dizia isso porque sabia que o Jack Black nunca viria a Portugal.

         Gostava muito de lhe oferecer o meu livro, porque é a ele que o dedico, além do meu amigo André Ferreira. Mas isso é difícil: não sei onde ele vive na América e, além disso, ele não sabe ler português.

        Gosto muito de ver os seus vídeos e, agora, arranjei um parceiro — o professor Paulo — para ver os filmes dele no cinema. Já vimos dois juntos.
     Às vezes acontece-me ver filmes em DVD e só depois de os ver reparo que o Jack Black entra neles. Uma vez aconteceu com um filme baseado nos livros Sustos, mas acabei por não o ver porque estava dobrado em português.

        Sim, eu já lhe escrevi. Na verdade, já escrevi a muitas pessoas que admiro. Até escrevi para o Japão, para o mangaka do Naruto. Nenhuma carta voltou para trás, por isso acredito que todas chegaram ao destino.

         Escrevi ao Jack Black quando vi Escola de Rock. Foi o Herculano que escreveu em inglês. Eu disse-lhe que queria ser guitarrista como ele, porque na altura tinha aulas de música. Falei da banda dele, de como ele me fazia sorrir quando eu estava triste, tal como o Nick Frost.

        Cheguei até a criar uma página no Facebook dedicada a ele, e houve uma altura em que o próprio Facebook disse que era uma das melhores páginas sobre o ator. Agora já não sei se ainda é.

       O Jack Black é, sem dúvida, alguém que me faz sorrir quando me sinto triste. Basta ver uma entrevista dele, como uma que deu em 2018, para eu ficar logo melhor.

          Uma amiga minha, quando conheceu o Zé, disse que ele era parecido com o Jack Black. E, sim, eles têm algumas parecenças.

 

                                                                                                                    André Vilaça




Comentários