Um concerto, um irmão e um sonho
Nunca pensei
que um dia fosse ver o Luke Combs a cantar com a Tracy Chapman, a minha cantora
preferida. Foi daqueles momentos que ficam gravados na alma — duas vozes, dois
mundos, uma canção que parecia feita só para mim.
Fui logo ao Spotify
ouvir o melhor do Luke Combs… e, sem dar por isso, tornei-me fã. Foi como
quando ouvi o Rui Veloso pela primeira vez — aquela sensação de descobrir
alguém que fala directamente ao coração.
Ouvi todos os álbuns,
vi concertos, e às vezes, quando estou sozinho em casa, ponho um vídeo dele a
cantar ao vivo, som de cinema, luz apagada… e imagino que estou lá, no meio da
multidão.
Agora ele vai dar a volta ao mundo (ou quase) e fiquei triste por ver
que não vem a Portugal. Mas quando percebi que vai tocar em Gotemburgo — onde vive o meu irmão — algo
acendeu-se cá dentro. Decidi: vou à
Suécia. Sozinho, mas com o coração cheio.
Sei que vou conseguir. Vou ver o Luke Combs
ao vivo. E o mais importante de tudo — vou estar com o meu irmão.
Isto é que é ser fã… acho eu.
André Vilaça



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