Entre Vidas e Conversas”

 Uma vez conheci um monge budista, meu amigo chamado João Magalhães. Conheci-o através do seu livro “Eu Sou Buda”, e desde então, partilhamos belas conversas sobre o Budismo e sobre a vida. Às vezes, nossas conversas são tão profundas que me sinto mais leve, como se algo dentro de mim compreendesse o silêncio entre as palavras.
Um dia, perguntei-lhe por que eu me identificava tanto com o Zé. Gostávamos das mesmas coisas, temíamos os mesmos medos… e ele era o único amigo para quem eu conseguia ligar sem vergonha — mesmo quando não tinha nada para dizer.
O mestre sorriu, com aquela serenidade que só os monges têm, e respondeu:
“Talvez, em outra vida, tu e o Zé tenham sido irmãos gémeos. E agora, o Hugo apenas vos reuniu nesta existência.”
Desde então, gosto de pensar que a amizade é isso — um reencontro de almas que se reconhecem, mesmo quando o tempo e a vida insistem em separá-las.

                                         

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