Um Prefácio que se Tornou Amizade

 

           Eu conheci-o no Instagram, quase por acaso, como tantas outras coisas que começam sem aviso e acabam por marcar mais do que esperamos. Escrevi-lhe sem grandes expectativas — na verdade, sem expectativa nenhuma — e, para minha surpresa, ele respondeu.  A partir daí, algo simples começou a ganhar forma. Quando terminei de escrever “Rua em Cerejeira em Flor”, senti um impulso quase inexplicável e pedi-lhe, com alguma hesitação, se estaria disposto a escrever o prefácio. Não era um pedido pequeno. Ainda assim, ele aceitou.

           E não ficou por aí.

           Depois de escrever o prefácio, não se limitou a desejar-me sorte.   Foi mais longe — indicou-me editoras, recomendou o meu trabalho, abriu portas usando o seu próprio nome. Foi um gesto raro, generoso, daqueles que não se esquecem facilmente. Apesar disso, o livro não foi aceite por nenhuma das editoras. Poderia ter sido o fim da história, mas não foi.

           Continuámos a falar, agora pelo WhatsApp. As respostas nem sempre são imediatas — e aprendi que ele é como o Rui Veloso: se não, não responder é porque esta ocupado.

         Ele é uma das melhores pessoas que já conheci em toda a minha vida, se não a melhor. Ele é talentoso, ele se importa com os outros e ajudou-me quando mais precisei e isso é algo que já mais esquecerei. Seu nome é professor Marco Neves.







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