Naruto: O Anime que Me Fez Chorar em Cada Episódio

Naruto é um mangá japonês criado pelo mangaká Masashi Kishimoto 

A história acompanha um jovem chamado Naruto Uzumaki, hiperativo, impulsivo e cheio de energia, que carrega dentro de si o demônio da raposa de nove caudas. Apesar de ser rejeitado por muitos, ele mantém um sonho inabalável: tornar-se Hokage, o líder da sua vila. Naruto estuda na Academia Ninja, onde conhece Sakura Haruno e Sasuke Uchiha. Juntos, formam o Time 7, liderado pelo misterioso e brilhante Kakashi Hatake.

Os quatro vivem inúmeras aventuras, tanto dentro quanto fora da vila, enfrentando missões perigosas — desde proteger pessoas até salvar aldeias inteiras. Ao longo da jornada, surgem vilões marcantes… mas Naruto tem uma habilidade rara: ele consegue tocar o coração dessas pessoas e transformá-las.

Um dos momentos mais marcantes é quando Sasuke, consumido pelo desejo de vingança contra o irmão, decide abandonar a Vila da Folha e juntar-se ao vilão Orochimaru. Naruto, junto com vários amigos, faz de tudo para trazê-lo de volta. Na minha opinião, uma das melhores lutas envolve a minha personagem favorita: Choji Akimichi.

Apesar de todos os esforços, Naruto não consegue trazer Sasuke de volta — e esse fracasso transforma-se no seu maior objetivo.

Mais tarde, a história continua em Naruto Shippuden, uma fase mais madura, intensa e emocional. Somos apresentados a novos personagens e vilões extremamente bem construídos — daqueles que nos fazem parar e pensar: “Que grandes vilões!”. Um dos mais marcantes é Pain, cujo coração Naruto também consegue mudar.

Existe ainda um episódio que, para mim, é simplesmente o melhor de todo o anime: o episódio 88. Apesar de ser um filler (ou seja, não está no mangá), é, na minha opinião, o melhor filler já feito. Ele retrata o luto de um aprendiz pela perda do seu mestre. Shikamaru Nara vagueia pela vila, silencioso e consumido pela tristeza após o funeral. Até que o seu pai o confronta… e ele finalmente desaba, deixando tudo sair. É um episódio incrivelmente bem escrito, com uma animação memorável e uma carga emocional muito forte.

Ao contrário de muitos animes, onde os vilões apenas querem dominar o mundo, os antagonistas de Naruto são profundamente humanos — são vítimas das circunstâncias. E, embora eu normalmente não goste desse tipo de abordagem (como acontece muitas vezes na Disney), em Naruto isso é feito de forma única.

Um exemplo perfeito é Itachi Uchiha. Somos levados a odiá-lo, a desejar que Sasuke consiga vingar o seu clã… mas depois vem aquele “murro no estômago”: descobrimos o seu verdadeiro ponto de vista. Itachi foi uma vítima, obrigado a carregar um fardo impensável — matar a própria família para proteger algo maior. Tornou-se um herói silencioso, tratado como vilão. Quando ele finalmente ajuda o irmão e revela a verdade… é impossível não sentir vontade de chorar.

Eu chorei ao longo de todo o anime. Cada morte, cada momento intenso, cada despedida. Naruto, para mim, é o melhor anime de todos os tempos. Ele ensina-nos a nunca desistir, independentemente das dificuldades.

O professor Marco Neves disse uma vez que o que gostava de mim era eu ser muito teimoso e o André Ferreira disse que eu fazia lembrar o Naruto — e isso ficou comigo por ser teimoso .

Lutar contra o teu melhor amigo para que ele veja a verdade… é algo poderoso. E enquanto essas batalhas acontecem, eu chorei.

A minha personagem preferida é o Choji Akimichi. Identifico-me muito com ele, porque foi discriminado pelos colegas por ser gordo — tal como eu já fui discriminado por ter síndrome de Asperger.

Naruto não é apenas um anime. É uma experiência emocional, uma lição de vida… e, para mim, algo que nunca vou esquecer.




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