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Há músicas que ficam
Não sou propriamente de me emocionar a ouvir música. Posso gostar, admirar uma letra bem escrita ou uma melodia bonita, mas raramente me toca ao ponto de me fazer chorar. No entanto, há exceções. Even Though I’m Leaving, do Luke Combs, é uma delas.
É daquelas músicas que entram devagar, quase sem pedir licença, e quando damos por isso já estão a mexer onde dói — e onde ama. A letra é simples, mas profundamente bem escrita. É, acima de tudo, uma declaração de amor de um filho para o pai, atravessando o tempo, a distância e até a despedida final. Não há exageros, só verdade.
Talvez por isso me bata tão forte. Sempre que a ouço, é inevitável lembrar-me da minha mãe. Das palavras que ficam por dizer, das que foram ditas na altura certa, da presença que nunca desaparece verdadeiramente. A música acaba, e eu fico ali, em silêncio, com os olhos cheios de lágrimas, a tentar perceber como algo tão simples pode ser tão perfeito.
Há canções que são mais do que música. São memórias, são sentimentos, são pessoas. Esta é uma delas.
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